“Uberização” da saúde?

pexels-photo-249348O termo uber (ou über) é uma palavra de origem alemã que equivale ao “above” em inglês (acima, entre outras). No inglês americano falado uber é uma gíria e seu significado é: “super”, “máximo”, etc” (1). Desde 2009, o surgimento da Ubercab trouxe outro significado, tornando-se uma forma de prestação de “super” serviço de transporte “acima” da média. (2). O sucesso desta startup tem motivado outros segmentos a fazerem um benchmarking, inclusive na saúde, como menciona Velloso (3). Na saúde, simplificadamente seria a entrega do serviço ao paciente, de acordo suas preferências de local, horário e custo.

Dito desta forma, parece ser uma boa estratégia para aumentar o acesso aos serviços de saúde, reduzir custos e ampliar a conveniência aos usuários. Leia mais


Como avaliar serviços de telessaúde no Brasil?

pexels-photo-187041Ações de telessaúde tem aumentado ultimamente. Porém, o conceito de telessaúde abrange uma série de serviços, envolvendo tecnologia da informação e comunicação no cuidado em saúde. Serviços esses, que exigem nova abordagem de qualificação de seu impacto na redução do problema de saúde – agravo ou doença, em questão. Esses serviços são executados por uma equipe multiprofissional, que envolve novos atores e áreas de conhecimento no cuidar e no curar. Esse caráter do serviço de telessaúde exige uma avaliação diferenciada, holística e multidisciplinar, contemplando práticas e saberes da saúde coletiva. Esse campo do saber e seus avanços no tratamento transdisciplinar dos problemas de saúde talvez tragam respostas.

Torna-se necessário ouvir os diferentes atores envolvidos nesses serviços, comparar os modelos de avaliação mais utilizados. Nesse sentido, várias experiências brasileiras e em outros países vem sido aplicadas. No caso brasileiro, aplicou-se de maneira local, não contemplando a diversidade territorial. Leia mais


Teledermatologia para tratamento de lesões de pele em idosos institucionalizados é possível?

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Captura de imagem realizada através de dermatoscópio acoplado à celular. Foto: Equipe Assistencial do Asilo de Mendigos de Pelotas

O aumento da expectativa de vida e o consequente aumento da incidência de doenças crônicas na população onde, devido a processos biopsicossociais típicos do envelhecimento, há uma predisposição para desenvolvimento de úlceras por pressão na população idosa. Além disto, cresce a busca por instituições de longa permanência que possam assisti-los. Desta maneira, cabe aos profissionais de saúde que atuam nestes locais desenvolver habilidades para prevenir, identificar precocemente e tratar as potenciais lesões existentes.

A AGM Telessaúde do Brasil Ltda em parceria com o IC/FUC e o Asilo de Mendigos de Pelotas-RS (AMP) implementou uma estratégia de Teledermatologia para identificação e tratamento de lesões de pele em idosos institucionalizados, voltada para profissionais de saúde que atuam na área.

Assim, todos os moradores do AMP tem seus principais pontos de apoio (calcâneos, trocanter, região sacral), bem como qualquer lesão ou mancha de pele existente fotografados através de um do iPhone 5s no momento em que passam a residir na instituição. Para as lesões pigmentadas da pele, conhecidas como pintas ou nevos utilizou-se um dermatoscópio acoplado, chamado Handyscope®. Leia mais


OdontoDrops – usando o youtube para a educação continuada em saúde

16729344_680318702140055_5965013121732341536_nA necessidade constante de atualização profissional requer meios seguros e ágeis de acesso à informação científica. A intensa renovação do conhecimento científico torna necessária a atualização profissional como forma de garantir a qualidade da atenção à saúde. Umas das estratégias utilizadas como ferramenta para resolução de dúvidas clínicas e para a atualização de conhecimentos em saúde bucal, tendo como fatores indispensáveis à distância e a utilização de recursos tecnológicos, denomina-se teleodontologia. A ampliação do acesso dos profissionais da equipe de saúde bucal aos materiais elaborados com conteúdo técnico embasado em evidências científicas por meio de recursos tecnológicos é de fundamental importância. Leia mais


Telessaúde: ferramenta indispensável para uma nova organização dos serviços de saúde?

ehr-1476525A organização dos cuidados em saúde no Brasil, no Sistema Único de Saúde (SUS) ou na saúde suplementar, tem como uma de suas maiores características a fragmentação e ausência de mecanismos de coordenação assistencial. Em nível ambulatorial especializado, os serviços apresentam qualidade heterogênea, com resolutividade limitada, média incorporação tecnológica e praticamente ausência de mecanismos de coordenação assistencial, aliada a dificuldade de acesso. E, no âmbito da APS, além da qualidade heterogênea, da resolutividade limitada, da ausência de mecanismos de coordenação assistencial e da dificuldade de acesso, temos ainda a baixa incorporação tecnológica. Leia mais